Fetos, cachorros e baratas

Mais uma vez um caso ganhou proporções descabidas no Brasil, devido a mídia moderna ultra viral. Me refiro ao caso do cachorro no Carrefour. Em resumo: um cachorro que vivia constantemente na porta no Carrefour foi espancado até a morte essa semana, num ato de crueldade. Logo surgiram os defensores dos animais (e os pseudodefensores), vociferando contra o ato. Obviamente, não é preciso dizer que o ato foi cruel, e que não devemos tratar desse modo os animais. O que chama a atenção na verdade, é o fato de a morte de um cachorro criar um clima de comoção em poucas horas em um país inteiro, e as várias mortes de vida humana, sejam os fetos por aborto ou os milhares de assassinatos no país, não chegarem nem aos pés dessa comoção. Na verdade a inversão de valores na nossa sociedade é clara: defende-se e valoriza-se muito mais os animais do que a vida humana. Vivemos semelhante a povos primitivos que adoravam animais, mas sacrificavam bebês deformados. A questão é: como deveríamos lidar com o homem e com os animais? Creio que grande parte dessa resposta está contida na narrativa da Criação. Eu explico:

A imagem e semelhança de Deus

Primeiro eu preciso argumentar sobre como lidar com a vida humana. O fato de Deus ter criado o homem a sua imagem e semelhança já é motivo suficiente para entender que o homem possui mais valor que os animais. Ele é a coroa da criação, e distinto de todos os demais seres, de forma que deveríamos estar muito mais comovidos com a morte de pessoas do que com a morte de qualquer animal. Um dos mandatos da criação é chamado mandato social. Nele vemos que o homem foi criado para se relacionar com outros homens, muito mais do que para se relacionar com os animais. Fomos criados para uma vida em comunidade: comunidade de pessoas e não uma comunidade de cachorros. Isso justifica o motivo de a vida humana ser tão superior em valor do que a vida animal. Alguns textos bíblicos podem ser úteis nesse entendimento: O salmo 8.5 afirma que “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos e o coroaste de glória e de honra”, mostrando a importância do homem. Além desse temos na Escritura diversos mandamentos para a vida em sociedade, sendo o maior deles “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39). Confesso que nunca li na Bíblia “amarás o teu animal como a ti mesmo”.

Mas, pelo menos a mim, algo causa ainda maior espanto: o modo como a sociedade tem tratado a vida humana intrauterina. A causa abortista não ganha nem de longe a mesma proporção que a morte dessa cachorro causou. Não vemos pessoas vociferando pelas ruas e pelas redes sociais sua indignação contra a morte de crianças que se encontravam ainda no útero. Isso porque nossa sociedade e sua insensatez sem fim perdeu a noção de duas coisas básicas: a primeira delas é que o feto é um ser humano. Desde a concepção há ali uma pessoa, e não uma “pessoa em potencial”. O salmo 139 nos elucida quanto a isso dizendo que Deus viu o salmista quando este ainda era uma substância informe. Isso leva ao segundo item: a sociedade perdeu a noção de que aborto é assassinato. Nada vai mudar o fato de que tirar uma vida humana chama-se assassinato. E como todo assassinato, deveria haver grande comoção nacional toda vez que um feto é abortado. O modo como as pessoas tem tratado os fetos e os cachorros é demonstração clara da inversão de valores e da completa insensatez do nosso século.

O mandato cultural

E quanto aos animais? A resposta para o trato com os animais está no mandato cultural: Deus criou todas as coisas e colocou-as sob a administração do homem. Foi ao homem dada a função de cuidar, mas também usufruir, de toda a criação. O dicionário de ética de Carl Henry diz o seguinte: “Mas, assim como Deus pode usar toda a sua criação para a sua própria glória no contexto de sua natureza boa e santa, assim, também, o homem pode usar todos os animais, mas com responsabilidade” (pg 42). Isso significa que podemos sim comer animais. Podemos usa-los para o trabalho também. O que não é permitido ao homem é que maltrate esses animais.

Finalizo com as palavras de um pastor amigo:

“Realmente sempre encontramos pesos e medidas diferentes em se tratando de animais. Quando era criança sabia que a vizinhança matava os gatos que perambulavam pelos telhados das casas. Mas cachorro de rua, ninguém punha a mão. Eu já matei vários ratos (ratoeira e veneno). Já matei um gambá (eletrocutado rsrsrs). Já matei cobra. Já matei peixe. O ser humano tornou-se um predador, após o pecado. Deus alertou Noé, após sua saída da arca que os animais teriam “pavor e medo” de nós. E devem mesmo! Na mesma conversa, Deus liberou Noé e sua família a comer “tudo o que se move sobre a terra”. (Gn 9). Isso é extremamente abrangente. Não era para ser assim. No propósito inicial e perfeito da criação, animais seriam usados de forma sábia e pertinente pelos homens para o desenvolvimento da criação. Paulo fala que o pecado foi horrível para os animais (Rm 8). E eles aguardam a “revelação dos filhos de Deus”. Curioso não? Eles aguardam. Bom, o pecado afetou todo equilíbrio da criação. Pragas não deveriam existir, nem a crueldade e nem a morte. Após o pecado, animais são cruéis com animais. Animais são cruéis com seres humanos. Humanos são cruéis com animais. Humanos são cruéis com humanos. Maldito pecado! Em Cristo somos renovados e desafiados a nos relacionar uns com os outros e com toda a criação de forma mais justa, sábia e amorosa. Mas sempre me pergunto, quantas baratas Jesus matou em sua vida?”

Em Cristo,

Vítor Laguardia

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O amor ao próximo, o egocentrismo e o Estado

Com o fim da Guerra Fria nos anos 90 (como estamos velhos!), costuma-se dizer que a dicotomia esquerda vs. direita está ultrapassada. Não há mais uma escolha a ser feita entre o capitalismo e o socialismo, logo, podemos “virar a página” e passar para as próximas discussões. Entretanto, assim como a História é dinâmica, as escolas de pensamento também o são, e novos temas surgem, marcando novos pontos de debate.

Surpreendentemente, porém, os velhos temas que julgamos enterrados continuam vivos, mesmo quando nos recusamos a perceber o óbvio. Um bom exemplo pode ser visto na teologia. Certamente, o catolicismo e o protestantismo do século XXI já não são mais os mesmos do século XVI. Novos temas entraram na discussão teológica, como a ordenação de mulheres e o ecumenismo. Engana-se, porém, quem pensa que os velhos debates teológicos que causaram a Reforma Protestante estão superados. Basta ouvir um podcast protestante e um vídeo católico para ver como isso é verdade. A polarização ainda existe.

A superpolarização
O interessante é que, ao invés de enfraquecer, certas polarizações que parecem restritas a um determinado campo, crescem e influenciam outras áreas do conhecimento. Inclusive a espiritualidade. Um bom exemplo é a questão do amor ao próximo. Dependendo da sua visão política, você entenderá que o amor ao próximo implica em um “Estado babá” (esquerda) ou no reconhecimento do direito do outro fazer suas escolhas (direita). Você pode entender que amar aos pobres é criar uma rede estatal de proteção, mesmo que isso signifique impostos altos (esquerda) ou que amar aos pobres é tirar menos dinheiro do povo, para que mais empregos possam ser criados e reduzir a pobreza (direita).

bifurcação

Alguns dirão que é a fé quem os leva a assumir um posicionamento político “x” ou “y”. Consinto que isso pode ser verdadeiro no caso de alguns. Mas, na maioria das vezes, o que ocorre é o contrário. A formação política tem determinado, para muitos, o que é virtude e o que é pecado. E não pense que eu vá culpar alguém por isso! Trata-se de um processo normal de formação do conhecimento. A questão é que a maturidade intelectual exigirá que, em algum momento, percebamos esse intercâmbio de ideias e procuremos fazer uma harmonização consciente entre a nossa fé e as outras áreas da vida. Isso implica não apenas no discernimento da origem de nossas opiniões, mas também em uma hierarquização adequada dos valores que irão nortear nossos posicionamentos.

No caso de cristãos que realmente vivem a sua fé e confessam a Jesus como o Senhor de suas vidas, a Bíblia deve ser o parâmetro pelo qual tudo o mais será julgado. Inclusive as diferentes visões políticas sobre o Estado. E o termômetro que devemos escolher é o do amor.

A tábua do próximo
Por que o amor? Será que não devemos nos guiar pelos resultados? Bom, para Jesus, o coração é mais importante do que as mãos. Se a vida do cristão deve ser guiada pela Bíblia, então o amor deve ser preponderante, pois é a base de toda a Palavra de Deus.

Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. (Mateus 22:37-40)

Reparem que o amor não é apenas uma base intelectual, é um mandamento. A prática dos dois grandes mandamentos é a essência da Bíblia. Sem amor, tudo é inútil, inclusive grandes atos de “justiça social”, como a distribuição de bens aos pobres.

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. (1 Coríntios 13:1-3)

E aí surge a questão: o que é amar? Um sentimento piedoso de gostar das pessoas é suficiente? Na verdade, não. Quando Jesus fala do amor a Deus e do amor ao próximo, Ele responde a uma pergunta sobre qual o grande mandamento da Lei de Moisés. A resposta de Jesus remete, na verdade, aos Dez Mandamentos. O Decálogo é, na verdade, uma explicação do que significa amar a Deus e amar ao próximo. O livro de Romanos explicita essa ligação. Quem ama, cumpre a Lei e os Dez Mandamentos.

A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei. Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. (Romanos 13:8-9)

Amar é respeitar
E o que vemos quando analisamos os mandamentos que falam do amor ao próximo? Vemos que o respeito aos direitos do outro são a essência do amor ao próximo. Com exceção do quinto mandamento (honrar pai e mãe), todos os outros nos ensinam isso:

Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu Deus, te dá.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.
(Êxodo 20:12-17)

Talvez uma breve “reescrita” dos Dez Mandamentos mostre isso claramente:

V – A família é a base da organização social. Deve ser resguardada acima de qualquer outro direito humano. Vem antes do direito à vida. Por analogia, respeite as autoridades que foram constituídas sobre você. Não usurpe o direito de seus superiores, obedeça-os. Isso é a garantia de todos os demais direitos. Por isso, existe um Estado, assim como há pais que encarnam a autoridade na família.

VI – Respeite o direito do seu próximo de viver. Não acabe com a vida dele, não o agrida, a existência do seu próximo não pertence a você.

VII – Respeite a mulher ou o homem do seu próximo. Honre a aliança conjugal que você assumiu. Reconheça os direitos do marido ou da esposa da pessoa que você deseja sexualmente e se afaste. Seja fiel ao outro, respeite os direitos afetivos do seu cônjuge e não os usurpe;

VIII – Respeite o direito à propriedade do seu próximo. Não tome, sob nenhum pretexto, as suas posses e os seus bens. Não estrague o que é dos outros. Não traga prejuízos materiais ao próximo.

IX – Respeite a honra e a reputação do seu próximo. Respeite a sua integridade. Não temos o direito de usar a nossa língua para mentir e prejudicar outras pessoas.

X – Respeite tudo que é do seu próximo, em seu coração. Um respeito formal e exterior é insuficiente. Nossa reverência com o nosso próximo deve ser tão grande que, mesmo que eu não tenha nada, e ele tenha tudo, não posso sequer desejar tomar para mim qualquer coisa que seja dele. Nem cônjuge, nem bens, nem honra, nem reputação, nem capacidades, nada! Devo respeitá-lo no mais alto grau, no espaço mais íntimo do meu ser, que é o meu coração.

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O oposto do egocentrismo
Tudo na Bíblia tem a sua razão de ser. Há uma motivo muito forte pelo qual a maioria dos mandamentos referentes ao próximo começa com um “não”. Cada “não” dos Dez Mandamentos é um não ao nosso egocentrismo, ou seja, a tendência de colocarmos o nosso ego no centro do mundo.

Mesmo quando o “não” está ausente, o egocentrismo recebe o seu “não” divino. Honrar os pais e as autoridades é reconhecer que nós não somos os senhores, as autoridades máximas e que há poderes superiores a nós! É reconhecer que a vida do outro vale tanto quanto a minha e que eu não posso eliminar os outros para satisfazer o meu senso de justiça ou aplacar a minha ira, seja ela justa ou não. É reconhecer que os meus desejos sexuais e afetivos não são tão grandes a ponto de ferir os compromissos e direitos de outras pessoas. Que as minhas carências materiais não justificam que eu me aproprie do que pertence a outros. O meu interesse pessoal, ou até a minha pele, não justificam que eu minta para me dar bem ou desviar a minha culpa para outras pessoas. Devo lutar contra todo desejo interior de querer ser maior do que sou e diminuir o meu irmão!

Limitar o meu direito e respeitar os direitos do próximo é um dos elementos definidores do amor. Amar é restringir-me, é sacrificar-me, tendo em vista o outro. E isso possui uma implicação política clara e óbvia. Porque o amor é um sacrifício autoimposto, e não algo que você impõe aos outros. A única limitação a esse princípio é o amor a Deus, que impede que o amor ao próximo se degenere em pecados grosseiros e idolatria. E isso nos mostra um desagrado aos dois extremos políticos sobre o Estado.

Eu posso até estar certo e ter a receita que fará do mundo um lugar de riqueza e prosperidade sem fim. “Se todos me ouvissem, tudo seria melhor. Logo, se o mundo não me ouve, posso, pela força, impor o bem a todos, certo? Isso seria amar ao próximo!” Errado! Muito errado! Biblicamente, eu não tenho o direito de impor isso aos outros. Nem Deus faz isso conosco, e Ele é amor. O Senhor definiu consequências para nossos pecados, para nossas más escolhas e ações. Mas Ele respeita a nossa liberdade de escolha. Tanto que Ele nos responsabiliza por elas.

Do mesmo modo, a liberdade de escolha do meu próximo deve ser respeitada. Quando eu tento regular demais a vida do meu vizinho, eu estou sendo egocêntrico. Estou impondo ao mundo a minha lei. Eu estou querendo agir como um deus. Até mesmo os pais devem agir dentro dos limites de autoridade traçados pelo Senhor. Um filho não deve obediência cega aos seus pais em todas as coisas. Nenhum rei aprovado pelo Senhor era livre para fazer o que bem entendesse, ele deveria respeitar a Deus e ao seu povo. Ele não podia, por exemplo, simplesmente confiscar os bens de seus súditos. Até Davi comprou, pelo seu devido preço, a propriedade onde o templo de Jerusalém seria construído. E isso é um golpe em todos os projetos de Estado à esquerda, que defendem uma certa restrição dos direitos das pessoas (como desapropriações e impostos elevados), em nome de um bem coletivo maior.

abusoautoridade

Por outro lado, o extremo liberal da inexistência de um Governo também não é bíblico. O amor exige leis e autoridade. O amor exige limites à liberdade e autoridades humanas que zelem pelo respeito a esses limites. Honrar pai e mãe é a base da tábua do próximo, e isso tem precedência sobre o direito à vida. Assim como filhos não podem fazer o que querem e os pais devem ser obedecidos, tendo o direito e o dever de castigá-los para educá-los, o mesmo ocorre com as autoridades governamentais. A liberdade sem limites leva à destruição e não é amor. Mas, havendo limites e autoridade, nossos dias sobre a terra se prolongam e somos abençoados.

Sim, caros libertários, as autoridades possuem limites, assim como os pais! Essa é uma sábia lembrança: autoridade não é sinônimo de tirania. E, assim como pais não podem salvar os seus filhos do inferno, o Governo também não pode salvar seus cidadãos de fazerem escolhas ruins. Mas a autoridade é necessária. Assim como as leis que honram a Deus.

O que os homens não veem
Contudo, há uma ressalva que precisa ser feita aqui. Sim, concordo que a visão de Estado que mais se aproxima do mandamento do amor ao próximo é mais à direita. É um Estado preocupado em garantir a liberdade e o direito de cada cidadão, com limites razoáveis e ponderados. Concordo que há um grande espaço para discutir, de modo prático, até onde iriam esses limites. Reprovo, claramente, as visões que necessitam de um Estado que force, de alguma maneira, uma igualdade que não é real. Os que se acham certos não podem usar o Estado como meio de impor o certo aos demais, e isso fere as visões à esquerda, porque elas precisam de um Estado forte para fazer valer seus ideais. Mas…

Mas é perfeitamente possível defender o Estado correto por egoísmo. O coração vale mais do que as mãos. E não duvido que Deus reprove muitos que defendem um Estado biblicamente correto, mas que, na verdade, querem é a liberdade de poderem viver egocentricamente, sem dar satisfações a Deus e ignorando, completamente, o próximo. E esses são condenáveis aos olhos do Senhor. Seus esforços políticos de nada valem para o Senhor, são completamente inúteis. Por outro lado, muitos podem defender o Estado errado tendo o coração correto, mas uma mente não tão bem orientada. Querem a glória de Deus, buscam o bem do próximo, mas por ignorância, por condicionamento intelectual ou até por ingenuidade, não discernem o melhor modelo.

Que o Senhor nos lembre de que o amor é necessário em todos os nossos esforços, inclusive na política e na economia. Que Ele nos recorde da verdade que o amor a Ele é maior que o amor ao próximo. Que Ele nos livre de todo egoncentrismo e do desejo de usarmos a política como uma forma de sermos ídolos para nós mesmos e para outras pessoas. E que saibamos olhar para a cruz de Cristo e reconhecer que somente quando Ele vier, em glória, reinar visivelmente sobre tudo, é que a perfeição atingirá a nossa sociedade.

Graça e paz do Senhor,

Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro