Como arruinar um casamento, por Johnny Depp

Amar e ser amado. Na teoria, é simples, mas a prática é bem diferente para milhões de pessoas…ao menos no Ocidente. O amor parece ser o objetivo que move a maioria das pessoas nos países ocidentais. Se no Oriente encontramos quem faça da religião, da pátria, do dinheiro ou até mesmo da harmonia o seu maior anseio de vida…no Ocidente o que faz mesmo sucesso é a busca da pessoa amada.
Mas, não seria a família? Não, claro que não! Filhos não são um impedimento para que pais se separem em busca de um novo amor. Nem os votos matrimoniais ou a fé têm impedido as traições e adultérios. Mesmo entre os cristãos, o amor é considerado o valor supremo, sendo usado como justificativa para o divórcio, o homossexualismo e até a poligamia (Deus nunca reprovaria nenhuma forma de amar). Obedecer ao imperativo da emoção é mais importante do que atender às ordens de Deus.
O conselho de Depp
E poucas coisas ilustram isso melhor do que um conselho do ator Johnny Depp, que virou uma “febre” no Facebook (inclusive entre cristãos):
Parece lógico, não é mesmo? Ora, se a primeira pessoa não consegue manter a sua exclusividade sentimental, permita-se viver uma nova experiência. Contudo, eu não consigo deixar de pensar em uma série de coisas que estão sendo ignoradas, como:
– As diferenças entre amor e paixão;
– A compreensão de que os relacionamentos precisam ser cultivados (não é mágica);
– Que há momentos bons e ruins em qualquer relacionamento;
– Que o pecado comum a todos os seres humanos pode nos deixar vulneráveis nos maus momentos;
– Que nós podemos estar enganados sobre quem é de verdade a segunda pessoa;
– Os compromissos assumidos diante de Deus e dos homens;
– As consequências de um rompimento para você, para a pessoa e para outros (como filhos).
Não é que o conselho de Depp seja sempre errado. Por exemplo, em alguns namoros ou noivados, a nova paixão pode ser a prova cabal de que o sentimento que unia os amantes já não existe mais. Mas, mesmo aí, muitas vezes as pessoas terminam para ir atrás do novo amor, quebram a cara e se arrependem de ter jogado fora uma excelente oportunidade. Se você duvida, é só conferir quantas músicas de sucesso dizem “quero ter você de volta”, “volta pra mim” ou algo parecido.
Um conselho melhor
Mas a coisa fica problemática mesmo é quando Depp é ouvido no casamento. A nossa tendência pecaminosa é a de achar que “ir atrás de outro(a)” é mais fácil do que sentar e resolver os problemas do relacionamento. E quando preferimos o caminho de Depp, caímos em um erro condenado pela Bíblia:
Há outra coisa que vocês fazem: Enchem de lágrimas o altar do Senhor; choram e gemem porque ele já não dá atenção às suas ofertas nem as aceita com prazer. E vocês ainda perguntam: “Por quê? ” É porque o Senhor é testemunha entre você e a mulher da sua mocidade, pois você não cumpriu a sua promessa de fidelidade, embora ela fosse a sua companheira, a mulher do seu acordo matrimonial. Não foi o Senhor que os fez um só? Em corpo e em espírito eles lhe pertencem. E por que um só? Porque ele desejava uma descendência consagrada. Portanto, tenham cuidado: Ninguém seja infiel à mulher da sua mocidade. “Eu odeio o divórcio”, diz o Senhor, o Deus de Israel, e “o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas”, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso tenham bom senso; não sejam infiéis. “Vocês têm cansado o Senhor com as suas palavras. ‘Como o temos cansado?’, vocês ainda perguntam. Quando dizem: ‘Todos os que fazem o mal são bons aos olhos do Senhor, e ele se agrada deles’ e também quando perguntam: ‘Onde está o Deus da justiça?’” (Malaquias 2:13-17)
Dito de outra forma, deixar a “mulher da mocidade” porque uma outra pessoa despertou o “amor” significa enfrentar várias consequências. As principais dizem respeito ao nosso relacionamento com Deus:
– Ele não presta atenção nas nossas ofertas (v.13);
– Ele não tem prazer em nossas ofertas (o que inclui cultos, orações, louvores…) (v.13);
– Nossa descendência não tem uma origem consagrada (v.15);
– Fazemos algo odioso aos olhos de Deus (v.16);
– Deus considera que perdemos o bom senso (v.16);
– Somos infiéis com o Senhor (v.16);
– Cansamos o Senhor com nossas palavras (v.17).
Hoje o divórcio é banalizado. Mas, aos olhos do Pai, feito da maneira errada, trata-se de um pecado grave, que compromete pesadamente o nosso relacionamento com Ele. Traz lágrimas, choros e gemidos ao altar do Senhor, porque Ele ouve as lágrimas de quem foi abandonado. E compromete até mesmo a nossa descendência.
O casamento é um símbolo da união entre Cristo e a Igreja, como está escrito:
“Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne”. Este é um mistério profundo; refiro-me, porém, a Cristo e à igreja. (Efésios 5:31-32)
Jesus não largou a Igreja em nome de outro amor, apesar de todas as dificuldades. Da mesma forma, a Igreja até pode ter largado o seu noivo em nome de segundos, terceiros, quartos amores…mas ela sempre se arrepende e, no final, ficará com o seu verdadeiro Amado.
Mesmo que você esteja namorando, pense antes de terminar por causa de um novo amor. Pese as coisas, ore, veja com o Senhor. Se terminarmos o namoro por causa de qualquer abalo, pode ter certeza que o mesmo padrão se repetirá no casamento.
Graça e paz do Senhor,
Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro
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