Novos reformados: movimento de base ou moda?

De Jethani Skye. Traduzido por Kamylla Araújo. Original aqui.
Novos reformados: movimento de base ou moda? (No original, grassroots or astroturf?)
Novas pesquisas sugerem que os calvinistas não estão crescendo em número, mas só em volume
15 nov 2010 | Por Jethani Skye | Categoria: Igreja, Recursos Teologia
Parece que os calvinistas estão em toda parte estes dias. Milhares se reúnem para conferências, Juntos pelo Evangelho (Together for the Gospel), a Coligação Evangelho (The Gospel Coalition), Advance. Mark Driscoll está em destaque e domina entre os líderes da Igreja no YouTube. Redes de plantação de igrejas (pseudo-denominações) como Atos 29 estão atraindo muitos jovens líderes vestindo camisas xadrez com botões. E ambos os meios de comunicação seculares e evangélicos estão tomando conhecimento. Christianity Today fez uma reportagem de capa sobre o fenômeno dos jovens calvinistas. Mas é tudo apenas uma ilusão? Barna lançou uma nova pesquisa que diz que não há mais pastores calvinistas hoje que há 10 anos atrás. David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, resumiu os resultados:
“Não há nenhuma evidência discernível a partir desta pesquisa que há uma mudança entre os líderes da congregação reformada dos EUA na última década. Qualquer que seja a dinâmica que envolve igrejas reformadas e os dirigentes relacionados, eventos e associações não tem ido muito além das fronteiras tradicionais ou afetado a lealdade da maioria dos líderes atuais da Igreja. É importante notar que a influência das igrejas reformadas também pode ser mensurada através de outras medidas que não estão disponíveis atualmente, como a convicção teológica de auto-intitulados adeptos, o seu nível de aceitação para com aqueles que não são calvinistas, e os novos métodos que os líderes reformados estão usando para comercializar os seus pontos de vista a seus pares e ao público.”
A última frase é o que me agarrou. Há pouca dúvida de que os líderes reformados estão usando novos métodos para espalhar suas convicções teológicas e eles estão fazendo um trabalho muito bom. Crossway e Moody Press (duas editoras), que publicam muitos livros dos líderes reformados, parecem estar liberando mais conteúdo reformado a cada semana …com base nas cópias avançadas que vêm à minha mesa. E as “coligações” e conferências dedicadas ao pensamento reformado parecem estar se expandindo.

Mas, mais livros, redes, conferências e blogs não indicam necessariamente um movimento popular. Barna parece indicar que os números são planos. Então, esta é realmente uma questão de percepção maior do que a realidade? É o impulso do calvinismo interpretado por muitos como um fenômeno de base realmente ou uma percepção fabricada e artificial ( mais conhecido como astroturf)?
O tempo dirá, mas já vimos isso acontecer antes. No final dos anos 2000 e início dos anos 90 você não podia ir a um lugar sem ser bombardeado pelo movimento da “Igreja Emergente”. Todas as editoras, ao que parecia, tinham um novo impresso sobre a igreja emergente e seus autores. Os ministérios de conferências estavam ansiosos para incluir uma palestra sobre a igreja emergente. E embora a maioria das pessoas não tivesse idéia do que era a “igreja emergente”, eles simplesmente incluíram na categoria todos os menores de 35 anos com uma inclinação para velas e brim surrado.
Foi-nos dito que este era um “movimento”para varrer a igreja. Sério? Enquanto alguns livros da igreja emergente venderam bem, sobretudo A New Kind of Christian, de Brian McLaren e Emerging Church, de Dan Kimball da Igreja, outros poucos escritores realmente estouraram em número significativo. E em meados dos anos 2000 a maioria dos editores estavam reduzindo seus títulos emergentes e conferências. Foi realmente um movimento de base, ou uma estratégia de marketing feita para olhar como um movimento popular, uma moda?
No final, algumas correntes do experimento emergente fluíram para o território liberal, resultando em gritos de heresia e temor de que este “movimento” iria ultrapassar a igreja se não fosse combatido de forma agressiva com a ortodoxia. Foi esta a semente do movimento Nova Reforma/Novo Calvinismo? É possível que uma moda deu à luz a outra?
Novamente, o tempo dirá. Eu acredito que os Novos reformados estão muito melhor organizados e têm uma teologia e uma agenda mais claras que a igreja emergente jamais teve. Isso torna muito mais fácil de sustentar o movimento e de provocar um impacto maior. Talvez em mais 5 ou 10 anos a pesquisa mostrará um aumento mais perceptível no número de líderes, identificados como “reformados.” Mas a pesquisa de Barna é um sóbrio lembrete de que a percepção nem sempre corresponde à realidade e de que livros, conferências e blogs não fazem um movimento de base.
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One thought on “Novos reformados: movimento de base ou moda?

  1. 1 Tenho pensado muito nos ultimos dias no fator “neo calvinismo”.
    Não bastasse minha admiração “há muito tempo” por john piper por exemplo, tenho refletido muito sobre criticas e mensaguens de apoio. portanto aqui vai 3 questoes que gostaria de destacar:

    2 Eu costumo criticar sériamente essa “mania” que acontece me nosso meio de tudo que surge de diferenciado ficar colocando “novos nomezinhos” como: neo isso, neo aquilo e outros.
    Penso que isso atrapalha um pouco a claresa do evangelho e que no fim, ficamos “apimentando” a perca de tempo nas salas de aula de teologia dando motivo para os alunos continuarem se ocupando com polemicas e se afastando cada vez mais do “fator evangelho”.

    3. penso no que tecnicamente chamam de “neo calvinismo” mais como uma chamada ao “despertamento” para os calvinistas que em sua maioria “dos que eu conheço” ainda não entenderam que caçvinismo é um posicionamento biblico sobre a justificação e não uma “outra religião” prá ficar gastando tempo com “afrontas” pessoais aos arminianos.
    Penso que o calvinismo tem mais a ofereçer como doutrina do que esa perca de tempo desenfreada com os arminianos.
    Penso que se o que interessa é o “conteúdo” não há porque outros americanos e até mesmo alguns brasileiros ficaem preocupados com as “ROUPAS DE DRISCOLL” e sim com o grito da realidade: ACORDEM. CALVINISMO NÃO É UMA OUTRA RELIGIÃO!
    E SIM, UMA REALIDADE BIBLICA.

    Portanto aqui vai meu apoio e tem mais hein: Se nós calvinistas brasileiros nos posicionarmos bem e encararmos isso com seriedade, aqui vai minha opinião sobre o movimento no brail: Conteúdo biblico. Participação na cultura”com cuidado é claro” e, menos tempo com discussão…

    “NINGUÉM SEGURA!!”

    O povo não está mais tão bobo: temos tudo nas mãos!

    pensem nisso!!
    paz.

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