Pecado, arrependimento e perdão: conceitos patéticos

Calma. O blogueiro não apostatou da fé. A opinião exposta no título é da psicanalista Betty Milan, colunista do site de Veja.
No post Desconsolo, de 9 de setembro de 2009, Milan expõe a seguinte opinião sobre o budismo e as grandes religiões monoteístas (judaísmo, cristianismo e islamismo):

…você pode se aprofundar no ensinamento do budismo, que não é uma religião, e sim uma filosofia. O budismo dispensa toda relação pessoal com um Deus, porque é uma doutrina essencialmente ateia, em que não há nem crente e nem divindade. Diferentemente do judaísmo, do  cristianismo e do islamismo, não sabe o que é pecado, arrependimento e perdão, três conceitos patéticos. (grifo meu)

E aí, fica a pergunta. Como os cristãos podem aceitar a psicoterapia como uma forma válida de ciência ou aconselhamento se três pilares básicos da salvação cristã e da vida cristã são tachados como “conceitos patéticos”? Como pastores podem conciliar a Bíblia com a psicoterapia se os pontos de partida são tão díspares?
O post de Milan é mais uma prova da inexistência da neutralidade nas ciências, especialmente na psicologia. Prova que não é possível conciliar a Bíblia com tudo o que tem sido produzido nas universidades. E essa afirmação não é um fundamentalismo, é uma realidade. Ou se ignoram os pilares colocados pela Bíblia ou se ignoram os pilares em torno dos quais certas escolas científicas se baseiam. Fatalmente alguém será sacrificado nessa conciliação.
Aos que pretendem seguir o caminho da Bíblia, fica o desafio. É preciso trabalhar, seriamente,  na construção de uma abordagem de aconselhamento verdadeiramente cristã, que responda às crises e angústias do homem pós-moderno…ou vamos deixar de lado a Palavra de Deus. É preciso mostrar que pecado, arrependimento e perdão são conceitos centrais e essenciais para que o ser humano seja realmente completo e feliz e que, sem lidar com esses “conceitos” (na verdade, realidades), não há verdadeira cura ou libertação para o ser humano.
Jesus veio pagar pelos nossos pecados e nos conduzir ao arrependimento. Jesus veio mostrar a nós o perdão do Pai e nos ensinou a fazermos o mesmo com o nosso próximo. Aos que duvidam:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal {pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém}! Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens {as suas ofensas}, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas. (Mateus 6:9b-15)

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5 thoughts on “Pecado, arrependimento e perdão: conceitos patéticos

  1. Paz, querido.

    muito bom seu blog, estou seguindo.

    Pertenço a uma denominação que na sua maioria de lideres são arminanos, porém sou calvinista e não escondo de ninguem isso.

    Visite meu blog também. Avivamento pela Palavra é um blog voltado aos amantes da Bíblia sagrada como Verdade Absoluta e que só através Dela seremos mais crentes e mais cheios do Espirito Santo.

    http://www.alexandrepitante.blogspot.com/

    Siga-nos também.

    Fica com Deus.
    Um abraço, Alexandre Pitante.

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  2. Uau! Tenho MEDO de quem acha “patéticos” esses conceitos. Pecado, perdão, arrependimento? Será que o autor em questão não comete erros, não se arrepende e nem perdoa?

    Bom post!

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  3. Helder, sou presbiteriana, estudante de psicologia, e concordo com sua opinião a respeito dessa entrevista. Porém, ressalto a diferença (por vezes enorme) entre psicanálise e psicologia. Aliás, para ser psicanalista nem é necessário que se faça psicologia.
    Mesmo ainda tendo muito a aprender, sei que nenhuma teoria psicológica substituiria a soberania de Deus. Nenhum conhecimento humano, científico que seja, seria capaz disso.
    E se mesmo assim sua opinião é a mesma, continuo respeitando. Só peço que essa generalização não seja infundada.

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