Resposta a um anônimo

Peço perdão aos leitores do Reforma e Carisma, mas às vezes é preciso responder a textos para mostrar que os reformados têm sim argumentos para defender suas posições.

Publico aqui uma resposta ao comentário de um anônimo no blog Cinco Solas, que para defender o arminianismo citou a tradução de um texto feita por um apologeta adventista, o Prof. Azenilto Brito. Não vou por a tradução aqui, quem quiser pode lê-la no site do professor.

Abaixo segue a minha resposta:

O papel de Cristo na predestinação
Em seu artigo, Robert Brinsmead acusa a doutrina da predestinação de não ser cristocêntrica (acusação 1) e de que Jesus Cristo não é o ponto de partida (acusação 2).

Começo dizendo que o conceito de Cristo como Centro não quer dizer que Jesus tenha que ser o Agente ou Determinante em todas as atividades divinas. Por exemplo, devemos orar ao Pai, é Ele quem primordialmente, deve receber nossas orações e respondê-las. Os dons são relacionados primariamente ao Espírito Santo, e não a Jesus. E a morte na cruz, quem a sofreu foi apenas Cristo, e não o Pai ou o Espírito Santo.

Assim sendo, de fato, a Bíblia ensina que o decreto da predestinação é feito pelo Deus Pai:

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo…nos predestinou para ele, para a adoção de filhos (Efésios 1:3-5)

eleitos, segundo a presciência de Deus Pai…(1 Pedro 1:2)

Mas, não há erro algum nem heresia alguma no fato de o Pai ser o ponto de partida e o Autor do decreto salvífico, ao invés de Cristo. Isso é o que a Bíblia ensina…Jesus não precisa fazer tudo.

Por outro lado, Brinsmead ignora que Cristo é o meio pelo qual a predestinação acontece. É Jesus quem faz com que o decreto seja, de fato, cumprido:

nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça (Efésios 1:5-7)

Além disso, Cristo também é glorificado pela predestinação, porque o objetivo do decreto, a vontade de Deus, o beneplácito do Pai é que tudo convirja para Cristo:

desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra (Efésios 1:9-10)

Logo, ao contrário do que afirma o articulista Jesus não é apenas “visão abstrata, filosófica e especulativa que se introduz diretamente na divina glória não velada”. Na visão reformada, e na Bíblia, Cristo é o Agente que torna real a determinação do Pai, e será glorificado quando o decreto de Deus for finalmente cumprido.

Deus e o pecado
Em relação à acusação 3, já tratei deste assunto de modo mais longo no artigo “Deus decreta pecados?”. Aqui cabe apenas destacar alguns pontos.

Em primeiro lugar, os reformados concordam com a Bíblia que diz, claramente, que Deus não tenta ninguém, não é o Autor do mal:

Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. (Tiago 1:13)

IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.
Ref. Isa. 45:7; Rom. 11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16; Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal. 50:21; Tiago 1:17. (CFW, cap. V, art. IV).

No entanto, Deus é sim capaz de usar até o mal para a Sua glória e, dessa forma, conseguir os resultados desejados. A própria morte e ressurreição de Cristo são uma prova disso: por meio do maior pecado já cometido no mundo, o assassinato do Filho de Deus, a vida veio para os eleitos:

Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos… (Atos 2:22-23)

porque verdadeiramente se ajuntaram nesta cidade contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, Pôncio Pilatos, com gentios e gente de Israel, para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propósito predeterminaram…” (Atos 4:27-28)

Os textos acima mostram uma verdade ensinada na Bíblia e pelos reformados. Deus decretou todas as coisas, até mesmo o mal, mas os homens são responsáveis pelo mal que cometem. Os judeus crucificaram a Cristo porque quiseram, mas isso aconteceu segundo um desígnio já predeterminado por Deus. Como diz a Confissão de Fé de Westminster:

I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.
Ref. Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat. 10:29-31; Prov. 15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef. 1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5. (CFW, cap. V. art. 1)

I. Deus dotou a vontade do homem de tal liberdade, que ele nem é forçado para o bem ou para o mal, nem a isso é determinado por qualquer necessidade absoluta da sua natureza.
Ref. Tiago 1:14; Deut. 30:19; João 5:40; Mat. 17:12; At.7:51; Tiago 4:7. (CFW, cap. IX, art.1)

Trata-se do paradoxo da predestinação. Deus decreta tudo o que acontece, mas os homens agem como agem porque assim o quiseram, e são responsáveis por isso. Por exemplo, tanto é Deus quem endurece o coração de Faraó, como é o Faraó quem endurece o seu próprio coração:

Faraó mandou ver, e eis que do rebanho de Israel não morrera bem um sequer; porém o coração de Faraó se endureceu, e não deixou ir o povo. (Êxodo 9:7)

Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e este não os ouviu, como o SENHOR tinha dito a Moisés. (Êxodo 9:12)

O paradoxo existe e é real. De um lado, Deus endurece o coração, de outro, o homem endurece o seu próprio coração. Como resolver? Afirmando os dois lados, sem negar nenhum deles. É isso o que o calvinismo faz sobre o mistério da soberania de Deus e da responsabilidade do homem.

A mesma regra é usada com a doutrina da Trindade: o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus, mas só há Um Deus, e não Três Deuses. Como conciliar? Não se tenta, apenas se aceita a verdade bíblica, cientes de que não há em nós a capacidade de compreendermos adequadamente como é a relação entre as pessoas da Trindade.

O problema de Brinsmead é ignorar o paradoxo, como se ele não fosse possível. Se ele acha impossível conciliar as duas verdades, então o problema dele não é com o calvinismo, mas sim com a Bíblia, que ensina tanto a soberania absoluta de Deus como a responsabilidade humana.

A pregação do calvinismo
A acusação 4 de que o calvinismo é uma doutrina que não pode ser pregada é risível e uma prova de ignorância histórica. Em primeiro lugar porque grandes pregadores falaram de eleição e predestinação no púlpito, como Charles Spurgeon, Jonathan Edwards e John Owen. Aliás, é só estudar o movimento puritano para ver o absurdo de achar que não se pregava sobre eleição. A dedicação deles em missões é tratada por vários autores, como John Piper. Uma pequena amostra pode ser lida aqui.

Além disso, é sim ponto pacífico em relação à necessidade de pregar o Evangelho a todas as pessoas. Missões não era um assunto discutido na época da Assembléia de Westminster, mas, recentemente, foi acrescentado um capítulo onde o assunto é tratado:

I Em seu amor infinito e perfeito – e tendo provido no pacto da graça, pela mediação e sacrifício
do Senhor Jesus Cristo, um caminho de vida e salvação suficiente e adaptado a toda a raça humana
decaída como está – Deus determinou que a todos os homens esta salvação de graça seja anunciada
no Evangelho.
Ref. Jo.3:16; I Tim.4:10; Mc.16:15 (CFW, XXXIV, I).

Pelo menos para a Igreja Presbiteriana do Brasil, pregar o Evangelho a todos e ensinar a predestinação é ponto pacífico.

O amor e a justiça de Deus
As acusações 5 e 6 são relacionadas. A 5 diz que o calvinismo “nega a descrição bíblica de Deus como Ser integralmente movido por amor e justiça” e torna o cristianismo “reduzido à lógica fria e dura onde não há nem emoção, nem lágrimas” e que leva a um “determinismo cruel e de punhos cerrados que é absolutamente insensível à tragédia humana”. A 6 diz que o calvinismo “quase chega a ser um fatalismo frio e rígido”.

Para refutar o autor, é preciso entender o conceito de depravação total. Quando Adão pecou, ele perdeu a capacidade de ir naturalmente até Deus. Uma argumentação mais extensa sobre isso pode ser vista em outro artigo meu: “Porque o homem não se volta voluntariamente para Deus”. Mas, à luz de Romanos 3:10-12, fica clara essa incapacidade:

Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Romanos 3:10-12)

A predestinação não é o ato de um Deus frio, que elege e condena sem emoções. Na verdade, sem a predestinação, ninguém se salvaria, porque ninguém, espontaneamente, se volta para Deus. Trata-se, não de um ato frio, mas sim de uma prova de amor! Um amor tão grande que resolve intervir na realidade para salvar.

Também é justo, porque Jesus paga a pena que seria imputada aos eleitos. Agora, de fato, é uma questão de graça. E graça não é obrigação, Deus dá a quem quer. Como está escrito:

Que, diremos pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 9:14-16)

Deus salva a quem quer, escolhe para quem Ele vai manifestar a Sua misericórdia. Não, ela não é manifesta a todos, e alguns acham isso injusto. Mas a Bíblia diz, claramente, que isso não é injustiça.

Se, mesmo assim, Brinsmead considera a eleição um ato desprovido de amor e justiça, então o problema dele é com o apóstolo Paulo e o Espírito Santo, e não com João Calvino.

A verdadeira natureza da fé
A acusação 8 (não esqueci a 7) diz que o calvinismo “distorce o sentido da ação humana de aceitação da fé”. Na verdade, é o arminianismo quem faz essa distorção, quando ensina que o homem pode escolher ir até Deus. Sim, porque ensinar que o homem pode, voluntariamente, ir até Deus e escolhê-Lo, é ir contra Romanos 3!

Sim, porque até mesmo a fé e o arrependimento do cristão não vem dele, mas sim de Deus:

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. (Efésios 2:8)

Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento? (Romanos 2:4)

O ensino reformado encontra respaldo bíblico e se harmoniza com a depravação total, ensinada em Romanos 3. Logo, se alguém distorce o sentido da fé…não são os reformados.

O sentido da História
A acusação 7 diz que o calvinismo “torna a história irrelevante”. Afinal, “Se todos os eventos foram determinados antecipadamente por decreto divino, como podemos nós, ou mesmo Deus, levar a história a sério? E uma vez que o evangelho é história, como podemos levar a sério o evangelho? Uma visão determinística da história não a esvazia de qualquer conteúdo real?”

Minha resposta é diferente. Se a História é um evento em aberto, e Deus não tem controle absoluto sobre ela, como Ele pode garantir que ela terminará, como descrito na Bíblia?

A acusação é absurda, porque até os arminianos creem que Deus já decretou o curso da História, tanto que revelou como ela vai terminar em várias profecias e no Apocalipse. A verdade é que a História tem o sentido e o conteúdo que Deus quiser dar a ela. Sem os decretos divinos, torna-se irracional a crença nas profecias bíblicas sobre o fim da História. E que, necessariamente é assim é indicado em várias passagens como Isaías 37:24-26

Por meio dos teus servos, afrontaste o Senhor e disseste: Com a multidão dos meus carros, subi ao cimo dos montes, ao mais interior do Líbano; deitarei abaixo os seus altos cedros e os ciprestes escolhidos, chegarei ao seu mais alto cimo, ao seu denso e fértil pomar. Cavei e bebi as águas e com a planta de meus pés sequei todos os rios do Egito. Acaso, não ouviste que já há muito dispus eu estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado? Agora, porém, as faço executar e eu quis que tu reduzisses a montões de ruínas as cidades fortificadas. (Isaías 37:24-26).

O anônimo que me mandou o texto que me responda, então, que sentido ele dá a Isaías 37:24-26. Afinal, para ele, se Deus já havia determinado muito antes que seria assim, a história não tem sentido…

Senso de segurança
A acusação 9 é a de que o calvinismo “inspira um falso senso de segurança”, pois “o crente Reformado pode somente firmar sua certeza de eleição em sua experiência subjetiva”. Discordo, a segurança da eleição pode ser mostrada nos frutos:

Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. (Mateus 7:16-17)

O apóstolo Paulo reconhecia a eleição dos crentes da igreja de Tessalônica:

reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição (1 Tessalonicenses 3:4)

E o próprio Paulo reconhecia ter sido eleito por Deus antes de ter nascido:

Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve… (Gálatas 1:15)

Logo, não há um falso senso de segurança. Podia ainda citar Tiago, mas digo que as obras, os frutos, mostram a eleição ou não de uma pessoa. Tanto que Paulo pôde testificar a salvação de toda uma comunidade. A acusação é falsa.

Os frutos do calvinismo
A última acusação de Brinsmead é a de que os frutos do calvinismo não são bons, e aí ele atribui o apartheid na África do Sul e outras formas de discriminação racial. Diz ele: “Alguns dos frutos da visão calvinista não são nada positivos, como certas atitudes conflitantes desenvolvidas ao longo da história, como a outrora dominante filosofia do apartheid na África do Sul e outras situações de discriminação racial, grandemente inspirados por tal cosmovisão teológica.”

Bom, de fato houve calvinistas racistas e o apartheid floresceu no ambiente calvinista sul-africano. Mas daí a dizer que o racismo é fruto do calvinismo…onde, pergunto…onde Calvino ensinou a superioridade de uma raça sobre a outra? Isso é uma calúnia!

Além do mais, a Ku Klux Klan abrigou protestantes de várias correntes ideológicas em seu interior, incluindo muitos arminianos e talvez adventistas! Aliás, sobre racismo e adventismo, há um site com umas citações interessantes de Ellen Gould White proibindo o casamento entre brancos e negros.

Daí que, infelizmente, racismo não é privilégio de calvinista, arminiano ou adventista. Se fosse, todos teriam que ser acusados de frutos ruins. Mas a doutrina calvinista não ensina o racismo, de forma alguma.

Sobre os bons frutos do calvinismo, é só estudar a vida dos puritanos ou as reformas que Calvino introduziu em Genebra. Você pode ler uma reportagem secular sobre essa influência de Calvino clicando aqui. Um post curto sobre um livreto de Augustus Nicodemos sobre o assunto pode ser lido aqui. Não sei se Brinsmead sabe, mas importantes universidades, como Harvard, Princeton e Yale são calvinistas. O calvinismo ajudou a construir uma moralidade e mentalidade que contribuíram para a prosperidade de países como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a Suíça e a Holanda.

Quanto à piedade, o calvinismo produziu uma geração de santos, reconhecida no movimento puritano e em seus avivamentos. Basta estudar a vida e obra de homens como John Knox, George Whitefield e Jonathan Edwards, entre muitos outros, para ver os bons frutos do calvinismo.

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4 thoughts on “Resposta a um anônimo

  1. Helder,

    Os ataques arminianos e adventistas ao calvinismo são quixotescos: investem com fúria contra moínhos de vento, mas depois de uma resposta como a sua, ignoram o que foi escrito e dizem alguma frase que tem “marionete” ou “robô” no meio.

    O que cansa é que é sempre mais do mesmo.

    Obrigado pelas suas respostas no Cinco Solas.

    Em Cristo,

    Clóvis

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  2. Caro Helder,

    Espetacular a resposta. Um artigo claro e irrefutável. Inclusive você citou algo que sempre me chamou a atenção e produziu em mim reflexão:

    “O paradoxo existe e é real. De um lado, Deus endurece o coração, de outro, o homem endurece o seu próprio coração. Como resolver? Afirmando os dois lados, sem negar nenhum deles. É isso o que o calvinismo faz sobre o mistério da soberania de Deus e da responsabilidade do homem”.

    Essa questão da responsabilidade humana que deflui da predestinação. E você deixou bem claro que Deus, com a Sua Onipotência e Sabedoria, concede essa liberdade, daí nascendo a responsabilidade humana.

    Em Cristo.

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  3. Em suma, será salvo “todo aquele que crê”. Porém, só crerão aqueles que forem chamados. Logo, o chamado é eficaz! É impossível negar que é “Deus quem efetua em nós tanto o querer como o realizar” (Fl 2:13)

    Em Cristo

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