Mortos pelo pecado

Leia o post anterior aqui.

porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)

Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne e fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. (Efésios 2:1-3)

Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? Não, de forma nenhuma; pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito:

Não há justo, nem um sequer,
não há quem entenda, não há quem busque a Deus;
todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer.

A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua, urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios,
a boca, eles a têm cheia de maldição e de amargura;
são os seus pés velozes pata derramar sangue,
nos seus caminhos, há destruição e miséria;
desconheceram o caminho da paz.
Não há temor de Deus diante de seus olhos. (Romanos 3:9-18)

Como se aproximar de Deus? Para muitas pessoas (evangélicos inclusive), aproximar-se de Deus parece algo fácil, simples, trivial. Podemos fazer isso rindo, como quem vai ao encontro de um avô bonachão e indolente, com a inocência de crianças que não fizeram nada de mais. Mas nada poderia estar mais distante da verdade do que este quadro.
Para que qualquer ser humano se aproxime de Deus, é preciso antes acertar contas pesadíssimas que nós temos com Ele. Não somos netinhos sorridentes indo ao encontro de um avô, somos criminosos dignos de morte indo ao encontro do Supremo Juiz.
Só podemos ser recebidos como filhos, se antes, entendermos o tamanho de nossa dívida com Ele e se esse débito for pago. Para desfrutarmos do amor de Deus e termos uma vaga ideia de suas dimensões, antes é preciso acertar contas com a Sua Justiça e compreendermos o tamanho de nossa culpa. Para isso, algumas verdades devem ser aceitas:
1) Todos são pecadores. Não adianta você me dizer que nunca matou, roubou, usou drogas ou até que nunca cometeu uma imoralidade sexual. Todos nós, eu incluído, somos pecadores. Ou mentimos, ou adoramos algum ídolo no lugar de Deus, ou não confiamos em alguma promessa divina. Olhamos para alguma mulher (e/ou homem) de modo impuro. Falamos palavrões, xingamos e até fofocamos. Fizemos alguma coisa com preguiça e nem sempre damos o nosso melhor, algumas vezes até mesmo em trabalhos que são do nosso interesse. Pecar é quase tão fácil quanto respirar, basta estar vivo para que caiamos no pecado.
E, assim como quem fere um artigo do Código Penal já é um infrator, um réu em potencial, da mesma forma quem fere um mandamento de Deus, ainda que seja um dos menores, já é um pecador.
A coisa fica mais grave ainda porque o pecado não é apenas algo que nós fazemos. O pecado já está em nós, faz parte da nossa natureza. Nos posts anteriores da série “O Caminho da Salvação” (os links de atalho estão na barra lateral do blog) vimos que o pecado entrou na humanidade quando Adão e Eva comeram o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gênesis 2:16-17). A partir daquele momento, o bem e o mal estariam dentro de cada ser humano. O problema é que o mal consegue estragar tudo o que o bem é capaz de fazer, assim como um pedaço podre de uma maçã tira dela as condições de ser vendida no mercado e a faz ser jogada no lixo pelo agricultor.
Segundo a Bíblia, pecamos porque essa é a inclinação da nossa carne, porque simplesmente estamos fazendo a vontade da carne e dos pensamentos (Efésios 2:2-3). Tanto que o curso natural do mundo (o qual seguimos) é dirigido pelo príncipe da potestade do ar, ou seja, pelo diabo, pela serpente que enganou a Adão e a Eva (Efésios 2:3). Já nascemos podres e pecadores, como fala o rei Davi:

Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. (Salmo 51:5)

Davi volta a reconhecer essa verdade no Salmo 58:

Desviam-se os ímpios desde a sua concepção; nascem e já se desencaminham, proferindo mentiras. (Salmo 58:3)

Se o próprio Davi já nasceu em pecado, e os ímpios se desviam desde a sua concepção (antes do nascimento), logo todos nós somos pecadores e temos uma natureza pervertida, como mostram os textos que abrem o post.
2) A justa penalidade do pecado é a morte. E como Deus deveria nos tratar, já que somos pecadores? Bom, quando pensamos em assassinos cruéis, estupradores de crianças, seqüestradores e psicopatas, muitos de nós pensam na morte. Mas se falarmos em pena de morte para mentirosos, glutões, fofoqueiros e adúlteros, ao menos a ampla maioria dos brasileiros acharia um exagero. Por que não esquecer e fingir que não aconteceu?
Agir assim é ignorar a gravidade de qualquer pecado. Deus havia criado um mundo muito bom (Gênesis 1:31). Com o pecado, essa perfeição se foi. Mais grave do que isso, a inclinação natural do homem passou a ser o pecado, e não a virtude. Graças ao pecado, o ser humano deixou de buscar a Deus (Romanos 3:11), tornou-se inútil (Romanos 3:12), não consegue mais fazer o bem (Romanos 3:12) e passou a destilar o mal em suas palavras, em seu caminho e no seu olhar, que não teme mais ao Senhor (Romanos 3:13-18). Isso porque mesmo quando somos caridosos, Deus encontra imperfeições e maldade em nossas ações.
Deus tem sobre nós o direito de um Criador sobre a sua criação. Quando os homens criam máquinas e elas se tornam inúteis, provavelmente o lixo será o destino da máquina. Se criamos um cachorro e ele se volta contra nós e nos morde e agride, provavelmente o animal será morto. Se isso acontece conosco, seres humanos finitos e imperfeitos, imaginem o direito que Deus não possui de nos destruir?
A morte é uma justa punição. Mas a morte reservada ao pecador não é apenas a morte física, é a morte do espírito. Em outras palavras, é o castigo eterno de Deus, o que a Bíblia chama de segunda morte:

Vi também os mortos, os grandes e os pequenos, postos em pé diante do trono. Então, se abriram livros. Ainda outro livro, o Livro da Vida, foi aberto. E os mortos foram julgados, segundo as suas obras, conforme o que se achava escrito nos livros. Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo. (Apocalipse 20:12-15)

Somente aqueles cujo nome estiver escrito no Livro da Vida podem escapar de um destino tão horrível. Mas este assunto será tratado em outro post.
3) O pecado nos torna incapazes de ir até Deus. Por causa do pecado, todos nós, sem exceções ou casos especiais, estamos sujeitos à morte eterna, no lago de fogo. A pena é justa e é aplicada pelo próprio Deus. Talvez fosse o caso de pedir uma apelação junto ao tribunal divino, mas o pecado é algo tão maligno que retira do ser humano a capacidade e a vontade de buscar a Deus.
É o que diz Paulo em Romanos 3, ecoando os Salmos 14 e 53. Os seres humanos até buscam ídolos e falsos deuses, colocando criaturas ou seres imaginários no lugar do Criador, mas se recusam a adorar ao Deus vivo e verdadeiro. Na verdade, apenas com nossa capacidade natural, não entendemos o que Deus quer e não O buscamos (Romanos 3:11). Somos incapazes de fazer o bem (Romanos 3:12). Isso porque, quando alguém que não adora ao Deus vivo e verdadeiro faz um ato de caridade ou qualquer outro “bem”, ele peca, pelo simples fato de que não faz aquilo para a glória de Deus. Descumpre a ordem bíblica registrada em 1 Coríntios 10:31:

Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.

Logo, sem Deus, fazer o bem é impossível. Agradá-Lo é uma impossibilidade:

Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Por isso, o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. (Romanos 8:6-8)

Mesmo quando os homens clamam a Deus, eles não serão ouvidos, por causa do pecado:

Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça. (Isaías 59:1-2)

E aqui é preciso que cada um faça uma decisão. Se levamos Jesus Cristo e a Bíblia a sério, então devemos perceber como o pecado é algo abominável e prejudicial a nós mesmos. Independente do prazer que ele nos traga, os seus prejuízos são muito maiores. Mesmo que nunca tenhamos matado, roubado, jogado, bebido, fumado ou mesmo agredido alguém, ainda assim somos culpados. Pior, de nós mesmos, somos incapazes de ir até Deus.
Mas, louvado seja o próprio Deus…porque se não podemos ir até Ele…Ele vem até nós. Este é o assunto do próximo post da série “O Caminho da Salvação”.
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One thought on “Mortos pelo pecado

  1. Posso reproduzir o conteúdo do “O caminho para a Salvação” em meu blog?

    Majestosaverdade.blogspot.com.br

    Somos um grupo de Brasília, trabalhamos com Evangelismo nas ruas, se puder fazer uma visita ficaremos gratos. Em cristo,

    William Bessa

    Gostar

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