Olhando para trás…para enxergarmos o futuro

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No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.

Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.

E disse Deus: haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Fez, pois, Deus o firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento. E assim se fez. E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia.

Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez. À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E viu Deus que isso era bom. E disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o terceiro dia.

Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas. E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra, para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom. Houve tarde e manhã, o quarto dia.

Disse também Deus: Povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. Houve tarde e manhã, o quinto dia.

Disse também Deus: Produza a terra seres viventes, conforme a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selváticos, segundo a sua espécie. E assim se fez. E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.

Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez. Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.

Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. (Gênesis 1:1-2:3)

Quem somos nós? Por que estamos aqui? Existe alguma finalidade na existência humana? E quanto a minha existência individual, qual o sentido da minha vida? São perguntas que, de modo geral, afligem toda a humanidade. Tanto que, em todas as culturas, foram feitas tentativas de responder a essas questões, seja por meio da religião, da filosofia e/ou da ciência. Ainda que a resposta seja algo como “somos apenas matéria, fruto das reações químicas e de um processo evolutivo aleatório, sem uma razão específica para existirmos e responsáveis por criarmos nós mesmos um sentido para a nossa vida”.
Mas, se queremos entender o nosso presente e o nosso futuro, precisamos compreender o nosso passado. É nas origens que encontramos o caminho que explica o nosso fim. Segundo a Bíblia, a existência e funcionamento do Universo já são provas suficientes de que Deus existe. E, ao olharmos sobre como Ele criou todas as coisas, podemos achar pistas sobre o sentido da nossa vida. E o que aprendemos?
1) Deus é bom e criou um mundo bom. No relato bíblico da criação, cinco vezes lemos que Deus viu algo na criação, que Ele considerou bom. Quando Ele contempla o resultado final (incluindo o ser humano), a conclusão era que tudo era muito bom.
Algumas pessoas evitam se aproximar de Deus pensando que Ele é mau e cruel. Mas, se olharmos para a natureza e vermos como as estações do ano se sucedem, trazendo chuva e Sol para as plantas crescerem, a forma como as plantas e os animais interagem em um ecossistema, a variedade e a beleza dos diferentes tipos de seres, a beleza do céu, das cachoeiras ou o azul do mar…tudo isso é fruto da bondade de um Criador.
Mas, e as doenças, as catástrofes naturais, as deficiências físicas? A existência dessas coisas ruins não seria a prova de que Deus é mau? Não necessariamente. Elas refletem ou a maldade de Deus ou que algo ou alguma coisa corrompeu algo que o Senhor fez perfeito. Sobre isso, falarei posteriormente.
Mesmo assim, se formos sinceros, veremos que ainda há muito mais bondade e perfeição do que falhas no mundo em que vivemos. Há alimentos para todos, o problema é a distribuição. Haveria água e ar limpo para todos, se os seres humanos não poluíssem e desmatassem em ritmo selvagem. Muitas catástrofes são, na verdade, fruto da irresponsabilidade humana em cuidar do mundo.
2) Deus é um Deus de ordem e propósito. Ao contrário do ensino evolucionista ateu, que diz que a vida surgiu do não vivo e que a evolução é fruto da ação cega de forças da natureza, a Bíblia ensina uma criação com ordem e propósito. O tempo todo vemos um Deus transformando uma terra “sem forma e vazia” em um lugar ordenado e cheio de vida. Assim, o Senhor não apenas cria, como Ele intervém na criação, organizando coisas, fazendo separações (como luz e trevas, terra e água). As coisas são criadas com propósitos definidos: Sol e Lua para marcarem o tempo, plantas para servirem de alimento, animais que podem ser domesticados e outros que viverão na natureza.
Acreditar ou não no relato bíblico é uma questão de fé, mas é notável que há uma harmonia entre esse ensino e a observação da natureza. Embora o evolucionismo ensine a aleatoriedade, o Universo é regido por uma série de leis fixas. As coisas não acontecem de qualquer maneira. O nascimento e a morte de planetas, estrelas e seres vivos, as mutações, o movimento dos mares, as estações do ano…são fenômenos que acontecem segundo certos padrões. O que mostra um Universo onde há ordem…assim como ensina a Bíblia.
3) O homem é a imagem e semelhança de Deus. Ora, achei que você ia me ajudar a entender as grandes questões da humanidade e você só fala de Deus…é isso que, talvez os meus leitores estejam pensando. Mas, veja só: quando a Bíblia define quem somos nós, ela diz que os homens são “a imagem e a semelhança de Deus”. Em outras palavras, a identidade humana depende da identidade de Deus. Não há como definir quem são os seres humanos se ignorarmos quem Deus é.
Ser a imagem e semelhança não significa que somos pequenos deuses. Assim como uma foto, uma caricatura, um vídeo ou até mesmo um holograma não são pequenos seres humanos. Mas, quando olhamos para uma imagem, ela retém algo do ser original. Da mesma forma, os seres humanos não são deuses, mas há algo de Deus em nós, algo que deveria fazer com que nos lembremos do Senhor.
Isso fica marcado na ordem divina de que o ser humano deve dominar e sujeitar a criação. Em outras palavras, Deus entregou o mundo ao ser humano, incluindo plantas e animais. Assim como Deus é Senhor, nós devemos ser senhores da criação. Assim como Deus foi Criador, os homens devem ser fecundos. Deus é bom, a humanidade foi abençoada. E, sempre que tivermos dúvidas sobre como devemos agir, é para Deus que devemos olhar.
Ah, mas os homens são maus, cruéis, imperfeitos…como podem ser a imagem de Deus? Bom, há imagens que refletem mais fielmente a realidade que outras. Um holograma seria mais preciso que uma foto. E uma foto nova e limpa mostra melhor a realidade do que uma foto velha, rasgada e embolorada. Mas, mesmo no pior dos assassinos-pedófilos-imorais, ainda há algo da imagem divina. E é exatamente por isso que pode haver esperança até para o mais cruel dos pecadores.
E aqui já temos umas respostas. Somos a imagem de Deus, criados para dominar a criação d’Ele e refletirmos o caráter de Deus. Temos um papel especialíssimo a desempenhar: o de sermos a representação de Deus no mundo.
Mas, como uma criação tão maravilhosa se perdeu? Como os homens se desviaram tão profundamente de sua missão? Não percam o próximo post da série “O Caminho da Salvação”.
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3 thoughts on “Olhando para trás…para enxergarmos o futuro

  1. Em todos os 3 pontos você usa a Bíblia como prova do que diz. Não é possível que você não perceba a fragilidade desta tática argumentativa.

    A Bíblia para nós, ateus, os alvos principais deste post, é um livro tão digno quanto o gibi mais recente da Turma da Mônica, não faz o menor sentido apelar para a Bíblia para convencer um ateu de qualquer coisa a não ser que você demonstre o caráter especial deste livro.

    O problema é que ao tentar fazer isto os religiosos invariavelmente apelam pra deus, produzindo um dos mais típicos exemplos de “Petitio principii” qual seja:

    ATEU: Que motivos eu tenho para acreditar em deus?
    CRENTE: A Bíblia diz que bla bla bla
    ATEU : Mas que motivos eu tenho para dar algum valor ao que a Bíblia diz?
    CRENTE: Ora, ela é a palavra de deus.

    Dá pra ver que se toma este rumo a conversa vira uma coisa de doido, né?

    Seria como se um Islâmico tentasse TE convencer de que o deus dele é verdadeiro (e, aliás, me responda, por que não é? Porque o deus da tua Bíblia é o verdadeiro e os outros milhares de deuses inventados pela humanidade são falsos?) alegando que a Suna e o Corão dizem assim.

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  2. Daniel,

    Eu acredito na Bíblia por uma questão de fé. A salvação não é obtida, exatamente, por meio de uma argumentação racional. A Bíblia ensina que Deus se revela para os salvos, mas que devemos pregá-la mesmo para aqueles que a rejeitarem.

    Não tenho a pretensão de provar que a Bíblia é a Palavra de Deus porque ela diz que ela se autentica sozinha. É só deixá-la falar, os que forem de Jesus serão tocados por ela e se voltarão para Deus. Como aconteceu comigo, por isso sei que é a Bíblia, e não o Alcorão. Se bem que, nesse caso, a tese maometana da corrupção dos escritos bíblicos não encontra respaldo na ampla evidência manuscritológica existente.

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