A boa mãe

O Dia das Mães já passou, mas gostaria de deixar registrado aqui um sermão que preguei sobre 1 Reis 3:16-28. Este texto nos fala da sabedoria de Salomão, mas também tem muito a ensinar sobre qualidades do amor de mãe. São elas:

1) Cuidado. Enquanto a outra mãe dormiu de modo descuidado, a ponto de matar o filho, a boa mãe zelava pelo seu filho. Primeiro, ela dormiu de uma maneira a não correr o risco de sufocar a sua criança. Naquele tempo, um berço, com certeza seria um luxo. Duas prostitutas não eram ricas, logo, era natural que elas dormissem na mesma cama que seus filhos. Uma das recomendações para evitar a morte de um bebê é não dormir de lado. Provavelmente, a boa mãe tomou esse cuidado. Além disso ela acordou à noite para amamentar, e no dia seguinte ela examinou o bebê morto e reconheceu que não era o seu. Em tudo isso, vemos uma mãe cuidadosa e zelosa. Hoje, precisamos de mães assim. Que tenham um zelo e um interesse genuínos em cuidar de seus filhos. Mães que se preocupam em saber se seus filhos oram e andam com Deus, em conhecer os amigos de seus filhos, onde eles vão, do que eles gostam. Mães que usam a sua autoridade para afastar os seus filhos dos perigos do mal e conduzi-los ao caminho de Cristo. Uma mãe que não cuida de seus filhos pode correr o risco de vê-los mortos: espiritualmente, entregues a vícios ou até mesmo por terem aderido a gangues e ao crime.

2) Proximidade. A boa mãe quer estar próxima de seu filho. A boa mãe não aceitou o estratagema da falsa mãe. Ela brigou pelo seu filho e levou o caso até o rei, mesmo sendo uma prostituta. Ela queria ser mãe de seu filho. Isso parece óbvio demais, mas não em nossa sociedade. O que vemos hoje são mães que até teriam condições financeiras de terem o seu filho, mas que preferem abortar para não “jogar sua vida fora”. Um dos argumentos mais usados pelos pró-aborto é que a gravidez é indesejada, principalmente se a pessoa for pobre. Essa prostituta, se vivesse no século XXI, talvez considerasse uma bênção que a outra tenha roubado o seu filho! Uma criança a menos é uma boca a menos para sustentar, uma pessoa a menos para cuidar, um peso a menos. Mas, graças a Deus, ela vivia em Israel, no século X a.C. E, para ela, a criança era uma bênção. E ela lutou para ficar com o seu filho. Por outro lado, muitos pais e mães estão delegando a criação de seus filhos à televisão, babás, escolas e amigos. Estão com seus filhos, mas não estão próximos deles. E o diabo tem se aproveitado disso para tomar-lhes o lugar e induzir essas crianças e adolescentes a irem no caminho do pecado e do erro. Precisamos de mães brigadoras, que lutam pela vida de seus filhos. De mães que queiram, de fato, ser mães.

3) Sacrifício. O amor cristão é, necessariamente, sacrificial. A maior prova de amor que Jesus nos deu foi o fato d’Ele ter dado a Sua vida por nós (Jo 15:13). O verdadeiro amor “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Co 13:7). Traduzindo, quem ama se sacrifica. Ainda que o sacrifício seja a renúncia do convívio com a pessoa amada. Salomão sabia disso, e por isso deu ordens para que a criança fosse dividida ao meio. A verdadeira mãe sacrificaria o convívio com o seu próprio filho para que ele pudesse viver. Ela estava disposta a qualquer sacrifício pelo bem-estar de seu filho. E a maternidade é um chamado ao sacrifício. Ao sacrifício de noites de sono, por causa de uma doença. Ao sacrifício de bens materiais, que serão gastos ou economizados para o filho, e não para a mãe. E até mesmo para o sacrifício do convívio com o filho, quando ele se tornar maior. De entender que aquele emprego em outra cidade ou que aquele(a) menino(a) com quem ele(a) quer se casar fazem parte dos planos de Deus para o(a) filho(a).

Vale notar que essas três qualidades também se aplicam a pais e a todos os relacionamentos onde exista amor. O amor envolve o cuidado com o ser amado, o desejo de estar próximo e o sacrifício. E não devemos esquecer que Deus também tem cuidado de nossa vida, deseja que estejamos próximos d’Ele e fez o maior sacrifício para que escapássemos do juízo divino e recebêssemos a maior das bênçãos: o próprio Deus habitando em nós e nos recebendo em Seu lar.

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